Stop ao pânico

A crise sanitária provocada pelo coronavírus está a testar o nosso modelo de sociedade. Rotinas alteradas, desafios logísticos individuais e colectivos, incertezas e um -talvez- excesso de informação fazem parte do nosso dia-a-dia nas últimas semanas; tudo isto gera em algumas pessoas a sensação de ter perdido o controlo das suas vidas e cria as condições ideais para que o medo se instale.

Medo da doença, medo da dor, medo do futuro, incertidão, fragilidade… a cabeça vai às voltas, o pulso acelera, sentimos o estómago abrir-se como se tivessemos um buraco lá e… voilá! Estamos a sofrer um ataque de pânico.

Quem tiver Florais de Bach à mão sempre poderá tomar Mímulus para o medo em geral, aquele que se pode identificar; White Chestnut para controlar os pensamentos circulares e Rock Rose para o pânico. Para quem não tiver esta opção, deixo umas recomendações úteis para controlar esta sensação de medo profundo que até nos pode paralisar deixando à nossa consciencia anulada para a toma de decisões.

Quatro dicas para enfrentar as crises de pânico

Desacelerar

Uma das consequências do pânico é a perda do sentido da realidad. Os acontecimentos se sucedem muito rápidamente e parece que tudo se precipita em nosso redor. Para acalmar, uma boa recomendação é respirar profunda e pausadamente, colocando a nossa atenção na entrada e saída do ar nos pulmões. E acompanhar o ritmo com a nossa mente sem pensar em mais nada do que na calma e a vida que chega com cada inspiração.

Ocupar a mente em coisas elevadas

Uma mente ociosa é a antesala de muitos males por isso temos que enché-la, a ser possível de pensamentos que preencham a nossa alma. Boa música, boas leituras, a contemplação de uma obra de arte, realizar actividades que nos façam desfrutar… são opções para focar a nossa atenção em coisas positivas que alimentem a nossa mente de forma a evitar os buracos negros do pesimismo.

Relativizar

Com a mente acalmada e uma boa predisposição para o positivo, podemos agora analisar os nossos medos, da forma mais objetiva possível. As coisas tem uma importância relativa; na realidade tudo passa e antes do que imaginamos. Porquê sinto medo? E de quê? Tentar encontrar as causas das nossas angustias ajuda-nos a relativizar o sofrimento porque colocamos nome e apelido aos nossos medos: já não são desconhecidos, agora podemos trabalhar com eles.

Ser positivo

Temos no nosso interior mais poder do que imaginamos, precisamos é conectar com a nossa sabiduria interna para encontrar as ferramentas que nos ajudem nas situações de crise. Aqui o tal exercício do copo meio cheio ou meio vazio é muito útil: visualizar um copo de água com mais da metade da sua capacidade preenchida. Está cheio ou está vazio? É relativo e tanto se poderia dizer uma coisa como a outra, mas a escolha é nossa. Tudo tem o seu lado positivo, só temos é que o procurar.

Seguir as recomendações das Autoridades Sanitárias

Dizem que “a prudência é mãe de todas as ciências” e não posso concordar mais. Perante a situação actual impõe-se a cordura e é imprescindível todos colaborar, na medida do possível, para ultrapassar estes momentos. Por isso é importante seguir as indicações, sanitárias e sociais, que desde a Direção-Geral da Saúde se estão a dar. Esta crise afecta a toda a sociedade e todos podemos dar o nosso contributo.

Prudentes mas sem medo.

Carmen Morales
Terapeuta Floral

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